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Aluna indígena de medicina busca reconhecimento da UEM

sábado, 31 de março de 2012

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Jovem guarani tenta na justiça fazer a UEM validar seus quatro anos estudados na UEL

Valéria, aluna de Medicina na UEM


Valéria, estudante guarani que cursa Medicina há um ano na Universidade Estadual de Maringá, relata suas dificuldades de estudar na melhor universidade do Paraná.
A índia entrou na universidade através da lei que oportuniza o indígena a cursar o ensino superior no Brasil. "Fiz uma prova com conteúdos diferenciados do cobrado no vestibular tradicional e entrei na 2ª chamada da UEL", conta a estudante de Medicina.
A futura médica relatou que cursou Medicina por quatro anos na UEL e devido à falta de estrutura e apoio à comunidade indígena, Valéria pediu transferência para terminar o curso em Maringá. "Recebi todo o apoio e carinho da Dona Darcy e de todo pessoal da ASSINDI assim que cheguei em Maringá, mas minha principal dificuldade foi ter que recomeçar o curso do zero", fala a guarani que está lutando na justiça para que a UEM valide seus quatro anos cursados em Londrina.
A universitária diz ainda que precisa enfrentar diversas dificuldades como as financeiras: custo de livros e outros materiais; o idioma: a dificuldade de termos da língua portuguesa; e o preconceito de alunos e até professores do curso.
Mesmo assim, Valéria se diz muito feliz apesar das dificuldades enfrentadas e espera poder voltar logo a sua aldeia para exercer sua futura profissão.


Por: Gustavo H. de Morais P. e Janine P. Marques.

Estudantes visitam ASSINDI em Maringá

quarta-feira, 28 de março de 2012

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        Alunos do Colégio Santa cruz visitam indígenas acadêmicos na ASSINDI

Moradias na ASSINDI

        Alunos da 2ª série do Colégio Santa Cruz foram nesta quarta-feira (7) á ASSINDI (Associação Indigenista), que oferece moradia a artesãos e universitários indígenas.
       Hoje a Instituição aloja 33 índios, dos quais 16 são estudantes dos cursos de medicina, direito, enfermagem, educação física  e administração. Todos foram beneficiados pelo sistema extra cota e estudam na UEM (Universidade Estadual de Maringá).
      Os acadêmicos atendidos pelo sistema de cotas dizem que são discriminados por alunos e professores da Universidade. “Eu fiz um trabalho errado e um dos alunos disse que índios são burros e só sabem contar até três”. Diz o estudante de direito Ednaldo Alves da Silva, 27.
      Apesar das discriminações e dificuldades, os indígenas estão contentes por ter a oportunidade de estudar e levar um conhecimento para sua tribo.


Por: Kimberly Caetano e Maria Alice Pelissari.
 

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